quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Good morning, Santo Amaro!
Inspirada pela experiência do Sr. Colatino, resolvi percorrer o caminho para o trabalho como a mocinha de Hairspray (sem tanto laquê e cantoria). Nem era tão manhã assim, mas vamos lá.
Logo na descida do ônibus, o cheiro de arrumadinho diz que eu deveria almoçar por ali mesmo. Fiquei distraída, o sinal abriu. Espero pra atravessar ao lado de uma simpática senhorinha de chapéu. Essa não tentou me contar a vida dela. Um homem resolveu atravessar assim mesmo, mas muita gente como eu (que sabe como é o motorista em Recife) ficou esperando.
5, 4, 3, 2, 1. Passei (adorei o sinal com contador).
O 13 de maio com os patos, corredores e lavadores de carro.
Cachorros. Tem alguém morto nesse lixo, só pode.
A moça varre a calçada (nunca mais tinha visto algo assim).
Um senhor super elegante de colete. Uma senhora super elegante em um tubinho.
Ela ganhou os dois carinhas da Alepe. Ele? Não sei.
Cadê a cachorra que morava na mala?
Dessa vez não espero pra atravessar, o carro tá longe e o trombadinha pode estar perto.
Ninguém pulando o muro da escola, atravesso de novo.
Após a calçada eternamente cheia de vidros, areia e água.
Do outro lado, crianças magrinhas e cobertas de poeira.
Pausa. O galpão não tem janelas e alguém mandou apagar os grafittes para pintar tudo de cinza.
Boteco's bar. Atravesso de novo. O cheiro é de galinha assada.
Cadê o homem que dormia de olho aberto com a garrafa de Pitu?
Agora o cheiro é de borracha.
Bom dia, Selma. Bom dia, Gláucia.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Certidão
Gostava de pensar e recriar histórias.
Repassava fatos e idéias em sua mente, às vezes até cansar.
Até o dia em que resolveu transformar tudo em linhas, enquanto aparava pontas e trançava os cabelos.
pronto.
Repassava fatos e idéias em sua mente, às vezes até cansar.
Até o dia em que resolveu transformar tudo em linhas, enquanto aparava pontas e trançava os cabelos.
pronto.
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